Todas as palavras, hoje, parecem-me demasiado grandes ou
talvez demasiado pequenas. Não me consigo encontrar, não consigo regressar
desta insensibilização profunda, experimento o corpo a cambalear, a mente a
padecer. Irremediavelmente “mal encaixada”, ou talvez pouco encaixada, neste
cubo de gelo. Esborracho o rosto numa das faces, completamente adormecida, as
pernas assemelham-se a duas varas meias quebradas. Completamente anestesiados,
os olhos, os ouvidos, o toque, porém ainda há uma chama, os lábios doces e
quentes ainda te esperam. Corre em busca do precioso. Vai, depressa! O relógio
vai começar a tocar as doze finas e cruéis badaladas, e nesse instante….
Estilhaçar-me-ei em cristais.
Príncipe, demoras ?
Lindo Ná *.*
ResponderExcluirgosto tanto! :)
ResponderExcluirobrigada doces :)
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