Quero a cada passo aumentar a velocidade (dos meus pensamentos indefinidos e raciocínios incompletos) até que esta se torne estonteante de tal forma que me deixe exausta, com vontade de alcançar tudo o que desejo, com vontade de que posso e consigo tudo. Achar que consigo correr contra o vento, em que mesmo que ele me puxe três passadas para trás eu consiga empurra-lo cinco passadas para a frente.
Ai! Se eu não soubesse que o vento é abstracto por muito que o queira observar (não tem cheiro, cor, nem algo palpável) só em objectos inanimados é que é possivel encontra-lo, e eu humana, de carne e osso, apenas o consigo sentir a rasgar-me o rosto, como se trouxesse toda a realidade que pretendo esquecer, como se fosse o meu pior inimigo impedindo-me de avançar, como se fosse eu a remar contra a maré num dia árduo de tempestade, como se fosse um rol de memórias, recordações que o coração pretendo rejeitar.
![]() |

Nenhum comentário:
Postar um comentário