domingo, 29 de abril de 2012

espera permanente

Sabes quando o tempo parece parar, na hora errada ?

Os meses passam e os dias deixas passar por ti e tu nem pestanejas.
Continuas agarrada ao parapeito da janela a observar gota a gota a chuva que vai caindo lá fora.
  - Arrepias-me. 
As 24h horas de  cada dia são dolorosamente lentas , a tua espera é presistentemente inquietante.
  - Pintaram-te num momento imperfeito.
E até que alguém suficientemente capacitado te encontrar, assim permanecerás.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Às vezes, queria pedir-te que ficasses mais tempo, que te conseguisse parar o relógio do mundo: e assim , que o vento não assobiasse, que os automoveis não andassem, que as pessoas não conversassem, que as crianças não brincassem...
Queria pedir-te só mais um momento, que te conseguisse olhar;
Queria pedir-te só mais um minuto, que te conseguisse conhecer;
Queria pedir-te só mais um segundo, que te conseguisse entender;
Queria pedir-te só mais um pouco tão pouco quanto um milésimo de segundo, que te conseguissse abraçar eternamente.






Ó relógio, suplico-te, PARÁ!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012


Todas as palavras, hoje, parecem-me demasiado grandes ou talvez demasiado pequenas. Não me consigo encontrar, não consigo regressar desta insensibilização profunda, experimento o corpo a cambalear, a mente a padecer. Irremediavelmente “mal encaixada”, ou talvez pouco encaixada, neste cubo de gelo. Esborracho o rosto numa das faces, completamente adormecida, as pernas assemelham-se a duas varas meias quebradas. Completamente anestesiados, os olhos, os ouvidos, o toque, porém ainda há uma chama, os lábios doces e quentes ainda te esperam. Corre em busca do precioso. Vai, depressa! O relógio vai começar a tocar as doze finas e cruéis badaladas, e nesse instante…. Estilhaçar-me-ei em cristais.

Príncipe, demoras ?